Dra. Marla Cruz
Dra. Marla Cruz
30/06/2011
11:46
Perguntas mais frequentes em exames laboratoriais


Frequentemente, pacientes que serão submetidos a exames laboratoriais têm dúvidas quanto aos cuidados a serem tomados antes da coleta das amostras. Além disso, muitos mitos precisam ser elucidados. Selecionamos abaixo as perguntas mais comuns com suas respectivas respostas:

Bebidas alcoólicas alteram os resultados dos exames?
Sim. No caso de triglicérides, qualquer dose de bebida alcoólica (uma dose de uísque, uma cerveja ou um copo de vinho) horas antes do exame, é capaz de alterar os seus níveis e falsear os resultados. Devem, portanto, abster-se de álcool por, pelo menos, três dias, os candidatos aos exames laboratoriais. O álcool também eleva o nível de uma enzima do fígado chamada Gama-GT.

• Alimentação interfere no resultado de colesterol e triglicérides?
Sim, principalmente no exame de triglicérides. Se uma pessoa com o nível de triglicérides elevado adotar uma dieta rigorosa na véspera do exame, poderá ocorrer um resultado falsamente baixo. No caso de uma outra pessoa com o nível de triglicérides normal, ingerir uma feijoada no dia anterior, poderá apresentar um resultado falsamente alto. Assim, o jejum de 12 horas é importante para a coleta do sangue.

• Durante a menstruação, pode-se fazer exame de urina?
Não. Deve-se fazer o exame fora do período menstrual. Porém, caso o exame seja urgente, a urina pode ser colhida sem problemas, realizando assepsia no momento do exame e fazendo uso do tampão vaginal para que o sangue não se misture à urina.

• E para o exame de urina, tem de ser a primeira do dia?
Não, a urina pode ser colhida em qualquer hora do dia. O ideal para o exame de urina é que esta seja colhida em frasco apropriado oferecido pelo próprio laboratório. Se isto não for possível, entregue o frasco no máximo duas horas após a coleta, tendo o cuidado de mantê-lo refrigerado em geladeira no intervalo entre coleta e entrega.

• Exames que exigem o jejum só podem ser feitos pela manhã?
Nem todos, desde que a pessoa obedeça ao tempo estipulado de jejum.

• No caso de gripe, resfriado ou febre pode-se coletar sangue?
Não há problema. Alguns exames são solicitados em razão da febre para verificar se ela é proveniente de uma infecção.

• O esforço físico interfere nos exames laboratoriais?
Em alguns exames, sim. Após esforço físico, testes como AST, ALT, LDH, CPK e Triglicérides terão valores diferentes daqueles que a pessoa realmente possui.

• Os remédios interferem nos exames laboratoriais?
Sim. Desta forma, você deve informar, antes do exame, quais são os remédios que está tomando.

• Para fazer exame de sangue, o jejum é obrigatório?
Nem sempre, depende do exame. Quando ele é obrigatório, o tempo de jejum depende do exame a ser realizado. O hemograma simples, por exemplo, dispensa o jejum, enquanto os exames de glicemia e de triglicérides exigem várias horas de jejum.

• Pode-se fazer exame de sangue menstruada?
Sim. Mais importante, contudo, que o seu médico saiba em que período do ciclo o seu exame foi realizado, pois diversos hormônios e algumas proteínas séricas variam durante o ciclo menstrual.

• Pode-se fumar antes de fazer um exame?
Não, para testes de agregação plaquetária, glicemia e curva glicêmica. Assim, no momento do exame, informe ao técnico responsável pela coleta.

• Por que, às vezes, após a coleta do sangue, o local fica roxo?
O hematoma (extravasamento de sangue para fora da veia), embora raro e sem maior conseqüência, é uma reação orgânica que pode ocorrer em virtude de o paciente usar algum medicamento que altera a coagulação do sangue; possuir veias finas, delicadas, com muita pressão; e da falta de boa compressão no local da punção.

• A água interrompe o jejum?
Não, porém convém tomá-la com moderação para que o seu excesso não interfira nos exames de urina.

• Por que se recomenda realizar hormônios de acordo com o ciclo menstrual?
A recomendação é feita para os hormônios que sofrem flutuação conforme o dia do ciclo, tais como o LH, FSH, estradiol e progesterona.
 

Artigo publicado na Revista ABM nº 11

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